quarta-feira, 11 de maio de 2016

Um pouquinho de Fernando Pessoa - o Ortônimo!


Eros e Psiquê


Conta a lenda que dormia 
Uma Princesa encantada 
A quem só despertaria 
Um Infante, que viria 
De além do muro da estrada. 

Ele tinha que, tentado, 
Vencer o mal e o bem, 
Antes que, já libertado, 
Deixasse o caminho errado 
Por o que à Princesa vem. 

A Princesa Adormecida, 
Se espera, dormindo espera, 
Sonha em morte a sua vida, 
E orna-lhe a fronte esquecida, 
Verde, uma grinalda de hera. 

Longe o Infante, esforçado, 
Sem saber que intuito tem, 
Rompe o caminho fadado, 
Ele dela é ignorado, 
Ela para ele é ninguém. 

Mas cada um cumpre o Destino 
Ela dormindo encantada, 
Ele buscando-a sem tino 
Pelo processo divino 
Que faz existir a estrada. 

E, se bem que seja obscuro 
Tudo pela estrada fora, 
E falso, ele vem seguro, 
E vencendo estrada e muro, 
Chega onde em sono ela mora, 

E, inda tonto do que houvera, 
À cabeça, em maresia, 
Ergue a mão, e encontra hera, 
E vê que ele mesmo era 
A Princesa que dormia

segunda-feira, 10 de março de 2014

Romantismo...

Esse poema foi escrito pelo aluno Lucas Bispo do Segundo ano B, lindo e perfeito!
Vale a pena conferir!


E se a vida fosse só ilusão?

Da qual nem sabemos o que está em nossa mão,

E em nós, um irracional contentamento,

Natural e irrepreensível sentimento.

 

No meio que estamos incluídos,

Será que temos todos os sentidos?

E os amores, ah, os amores...

Seriam apenas o princípio das dores?

 

E no romantismo, os direitos humanos,

Acesso à informação, singelos republicanos,

Uns nacionalistas e em 1836,

O que aconteceu, lhe conto a vocês:

 

Nasceu o romantismo;

No Brasil grande sismo,

E se a tristeza não é algo profano,

Tenho certeza que é byroniano.

 

Ultrarromântico,

Atraía como um cântico,

‘’Depressão profunda’’,

Na tristeza se afunda.

 

Romantismo, época bem individual,

Particular, pessoal,

Sensível, libertador,

Mulher perfeita, o sublime amor.

 

Apelos populares,

O interior imaginativo,

Folclore nos seus ares,

O amor subjetivo.

 

E suas gerações, três na lista,

‘’Exaltação aos índios e nacionalista’’,

‘’No século o mal’’,

E a ‘’Condoreira’’ ao final.